Ó Paí Ó !!!

Iniciou ontem (31/10) a série Ó Paí Ó exibida pela Globo. Amei o primeiro episódio...kkkkkk... ri pra caramba! Primeiro porquê retrata um ambiente e tipos de pessoas que conheço e muito, aqui na minha amada Bahia. Segundo, que mesmo com todos os pontos negativos apresentados, também mostra características incríveis, que dentre o povo baiano é super comum, como: a benevolência, amizade, fidelidade e sinceridade, sem falar no linguajar que é de exclusividade nossa. O fato do elenco ser praticamente da Bahia deixa-me mais feliz ainda, por isso estou divulgando.

Sim, mas... o engraçado mesmo, é ver jornalistas, apresentadores e pessoas em geral, fazendo a pronúncia errada da expressão que é título da série. Dá vontade de gritar... meu Deus!!! É tão fácil...eu einh! E o pior de tudo é que há muita gente sem saber o que significa ó paí ó. Pois bem, explicarei para aqueles que não sabem. Aqui na Bahia isso é nada + nada - que uma abreviação fonética para Olha pra isso, olha! = Olha pra isso ó! = ó pra isso ó! = ó pá isso ó! = ó paí, ó!
A gíria pode ser utilizada em diversas situações e com diversos significados a depender da entonação, assim como meu idioleto*: Caraca Véi!!! que dependendo também da forma de falar, expressão e prolongação da frase (ex.: CARACA VÉEEEEEIIIIII!) pode ser interpretado de diversas formas, desde espanto a indignação.


Dúvidas???

Nossa! Olhar de Alê também é etmologia! ^^

*Idioleto: é o dialeto próprio de cada indivíduo.

As aventuras de Roque e sua turma lá no Pelourinho, você confere todas sextas-feiras as 23h00 - horário de Brasília (é claro!).
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Hermenêutica das curiosas e assustadoras Cantigas de Roda (Parte 1)

As cantigas de rodas fizeram parte da minha infância, e creio que da maioria das pessoas também.

Hoje já é um pouco difícil afirmar tal coisa, abre-se um parêntese para comentar-se algo infelizmente visto e ouvido por mim e recitado por uma criança, de aparentemente 5 anos, com um linguajar absurdamente "baixo" e macabro dizendo para um colega, da mesma idade, ao qual teoricamente era seu amigo ou colega de "brincadeiras", que iria matá-lo, esquartejá-lo, furá-lo e ainda ia "rumar uma pedra in você" (palavras ditas pelo mini-homicida que era contrariado pela suposta vitima que rebatia as ameaças com gestos, que como Copélia, prefiro não comentar! - Tudo isso ocorreu em umdiaquenãolembroqual, na rua atrás da minha casa, enquanto eu inocentemente voltava da minha compra de cinco pães por um real - fecha-se parênteses. Concluo então que não há mais a delicadeza e a alegria em cantar aquelas musiquinhas que me lembram os meus banhos de final de tarde.



Voltando para o assunto proposto, venho aqui expor o Olhar de Alê, para as Cantigas infantis.



Começo fazendo referência e complementos ao comentário* do grande Rafinha Bastos (CQC Brasil) sobre a seguinte canção:



Dorme nenem, que a cuca vem pegar.

Papai foi pra roça,

Mamãe foi passear.


Seguindo o raciocínio de um dos âncoras do programa Custe O que Custar, é incrível ver a negligência paterna demonstrada na poética da canção. Perguntei a uma colega minha de pensionato que cursa direito, e está confirmado: Negação dos deveres paternos (negligência) é crime!

Ora... quer dizer que, a pessoa sabe que a Cuca tá vindo. O filho inocente é deixado ao relento enquanto aquele monstro chega para pegá-lo. Mas veja!

Conclusão: A criança cresce com insônia, cheia de traumas e distúrbios mentais, envolve-se no consumo e tráfico de drogas, adquire uma arma e vai em busca da maldita Cuca para ter sua paz.


oO


Assustador não!?
*Para conferir o vídeo que referir-me com Rafinha Bastos, segue o link: http://br.youtube.com/watch?v=XvTQyuHvHHk&feature=related
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