Frutos de uma [BOA] aula.
Eu e Nietzsche vamos ao culto.
Aconteceu noutro dia quando o encontrei online na internet, um milagre por sinal, já que sites de relacionamentos e menssageiros instantâneos não é muito o forte dele, (na verdade foi mais uma das consequências de nossa amizade, além de toda a sua popularidade na "net" quando "deu as caras"). Sendo assim, o fato de encontrá-lo e de saber do seu ideal principal de defesa a vida, convidei-o para participar comigo de mais uma celebração festiva no templo. Nietzsche já foi estudante de teologia e se não me engano, o pai dele era pastor em alguma igreja protestante de lá da Alemanha (mas quanto a isso não sei informar... ele não fala muito do pai), todavia de uns tempos pra cá ele tem criado uma aversão terrível ao cristianismo e outro dia estavamos conversando sobre a necessidade de um deus, coisa que ele alega ser totalmente inviável para o homem moderno.
Pois bem, surpreendentemente nós dois estavamos a caminho do templo (muito elegantes por sinal. Eu com meu terno verde e gravata prateada e ele... bem ele estava com aquele mesmo bigode no minímo curioso), conversamos então sobre o descaso da prefeitura na manutenção das calçadas e sobre a falta de iluminação nas ruas e ÓBVIO, sobre as nossas respectivas crenças e ideais. Engraçado, por um momento chegamos a mesma conclusão: nós dois cremos, valorizamos e defendemos totalmente a VIDA.
Chegando ao local, tivemos de subir pela rampa de acesso ao lado do estacionamento, um pedido dele, que não neguei já que ele se declarou tímido e por saber que a nossa equipe de recepção nos cultos está melhorando a cada dia. Foi então, ao entrar no salão reservado a parte litúrgica e ao sentarmos no ante-penultimo banco, que a coisa mais surpreendente destes dias aconteceu: Eu vi o meu companheiro de café e prosa, inclinar a sua cabeça, e com os olhos fechados, fazer a reverência que todo crente faz no préludio dos cultos. Não demorou muito, na verdade durou uns 18 a 20 segundos, mas foi íncrivel, quem o conhece sabe o porquê. Foi nesse momento que o som do violão quebrou o silêncio com o primeiro acorde.
Respostas antecipadas:
- Não! Eu não falo alemão ¬¬
- Obrigado por ler... Agora comente!!! (Faça um blogueiro feliz) ;)
- Eu estou bem, obrigado! =)
* Fazê-la(lo) esperar é a única garantia que você vai voltar..rs 8)
Até que ponto Volubilidade?
O grande escritor Voltaire em seu conto “O mundo como Está”, conta a história de Babuc, um nômade componente do povo cita que habitava o norte da Europa e da Ásia. Este é enviado pelo anjo Ituriel, para avaliar as condições sociais de Persépolis, cidade Persa que causava indignação aos demais anjos, pela sua má fama. Através do relatório de Babuc, se decidiria a destruição ou conservação da cidade. A jornada do emissário é repleta de constatações que o enche de ira, ou gozo. Para sua surpresa, Babuc admira e compreende as características discrepantes existentes em Persépolis, convencendo Ituriel a preservá-la.
Destaca-se então, o dilema profundo vivido pelo protagonista, que ora aprova, ora condena as atitudes dos habitantes da cidade. Voltaire ressalta o julgamento precipitado do homem mediante as situações, mostrando o quanto é volúvel.
A leitura é útil já que trata-se de uma crítica aguçada também aos problemas sociais contemporâneos e a medida que se entende, que este é um claro exemplo desta forma literária chamada conto, que de forma curta e composta de personagens, climax e desfecho, consegue transmitir uma mensagem central repleta de lições morais para serem analisadas.
"Até quando volubilidade?" é o tema que dá título a este post devido a uma observação minha dos dias atuais e seus componentes fundantes: pessoas, ambiente e situações.
No post de 12 de Dezembro de 2008 já falamos, (na verdade o correto seria eu falei... mas deixa pra lá) sobre as mudanças climáticas, ressaltando a facilidade que o clima tem mudado ultimamente, por isso vamos nos restringir as Pessoas, item 1 que compõe o dia. se você não leu, ou não lembra do post referido aqui CLIQUE aqui: http://olhardeale.blogspot.com/2008/12/eu-e-um-clima-temperamental.html
A inconstância é tão presente neste mundo, que constantemente precisamos nos adaptar a ele. No último post eu dei uma leve pincelada sobre as mudanças de concepções morais a partir do espaço/tempo, o que faz por consequência o universo ao nosso redor mudar de perspectiva. Todavia dentro de uma sociedade, as súbitas mudanças causam conflitos no mínimo irritantes. Aqui entra as questões como desigualdade social e multiplicidade de ações, como corrupção e misericórdia. Voltaire, um iluminista francês consegue através da sua crítica mostrar o quanto isso é comum desde o século XVII, vemos por exemplo, a constante variabilidade da Lei em algumas circunstâncias.
O que mais me preocupa (além do fato de já ter mudado cinco vezes o caminho deste post) é que toda essa inconstância do mundo, das situações ao nosso redor, nos afeta psicologicamente, criando uma forte tendência a mudanças precipitadas de opinião, de humor e de sentimentos. Passamos de Amor à Ódio num piscar de olhos. Mudamos de partido a cada nova notícia e Ora estamos alegres, ora estamos tristes. O caos afeta-nos tanto, que tem crescido o número de portadores de depressão maníaca, ou transtorno bipolar, caracterizado pelas súbitas mudanças de humor.
[Ah... quero escrever mais não...]
Para conhecer o conto de Voltaire o qual fiz uma resenha no início, acesse http://www.4shared.com/file/24097680/bb030d69/Voltaire_-_O_Mundo_Como_Est.html?s=1 e faça o download dele. Vale a pena!
